Diego Martins não teme rótulo por personagens LGBT: “Sou um ator”

Diego Martins não teme rótulo por personagens LGBT: “Sou um ator”

O ator Diego Martins se despede de Esteban, de Coração Acelerado, após interpretar pela primeira vez um personagem bissexual na televisão. Em entrevista ao Notícias da TV, o ator falou sobre a trajetória marcada por personagens LGBTQIA+ e sobre como a representatividade ganhou espaço em sua carreira. A conversa, porém, foi além do encerramento da novela e chegou a uma questão recorrente para artistas LGBT: o risco de serem limitados a personagens que tenham a mesma orientação sexual.

O ator reconheceu que personagens como Kelvin, de Terra e Paixão, e Loquinha, de Três Graças, tiveram grande impacto junto ao público. “Acho que o fenômeno que eu vivi com Kelvin e que eu vi acontecer com Loquinha também é algo que sempre me dá uma esperança”, afirmou Diego. Segundo ele, a recepção positiva dessas histórias mostrou a importância de levar diferentes vivências para a televisão e ajudou a ampliar o debate sobre representatividade nas novelas.

A conversa avançou, então, para a preocupação com a chamada “caixinha” destinada aos atores LGBT. Diego criticou a ideia de que sua orientação sexual determine os tipos de personagens que pode interpretar. “A indústria, no geral, coloca nós, atores LGBTs, em caixinhas nas quais a gente só pode interpretar personagens LGBTs”, declarou. Apesar da crítica, ele ressaltou que também reconhece o valor de interpretar personagens próximos de experiências que conhece e que podem contribuir para a naturalização dessas narrativas.

No fim, Diego reforçou que se vê, прежде de tudo, como ator e não pretende limitar sua carreira pela sexualidade de seus personagens. “Eu sou um ator, estudei e estou preparado para viver qualquer tipo de personagem”, afirmou. Depois de Coração Acelerado, o artista também adiantou que continuará com a agenda movimentada e prepara um novo EP de seu projeto musical, indicando que a conversa sobre o futuro profissional terminou apontando para novas possibilidades além da televisão.

Crédito: reprodução/TV Globo

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